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Biópsia da próstata com fusão de imagens

Biópsia da próstata com fusão de imagens

A biopsia prostática guiada por fusão de imagens

A biopsia transretal guiada por ultrassonografia vem sendo empregada há décadas como padrão-ouro para a obtenção de amostras da próstata para o diagnóstico do câncer de próstata. Nessa abordagem, uma técnica chamada “sistemática” é empregada. Fragmentos são obtidos de regiões especificas da próstata, das suas bases, terço médio e ápice, bilateralmente, usualmente dois fragmentos de cada região, totalizando 12 fragmentos ao final de cada procedimento. Essa técnica, quando comparada a amostragens extensas da próstata (biopsia de saturação transperineal – em que fragmentos são obtidos a cada 5 mm da próstata, sob anestesia geral, as vezes totalizando mais de 50 fragmentos – ou a analise da próstata completa após prostatectomia radical) pode não diagnosticar tumores mais agressivos em até 50% dos casos.

 

Taxas de reclassificação de estudos comparando a biopsia sistemática de 12 fragmentos com a biopsia de saturação ou prostatectomia.

 

Nas últimas três décadas a Ressonância multiparamétrica da próstata (RNM) tem se mostrado uma importante ferramenta no caminho diagnóstico do câncer de próstata. Foi comprovado que o câncer de próstata mais agressivo pode ser identificado pela RNM. Estudos que compararam a performance diagnóstica da RNM com a biopsia tradicional de 12 fragmentos mostraram que em pacientes com suspeita de câncer de próstata, a probabilidade de câncer de próstata agressivo é menor se RNM de próstata for totalmente normal do que se a biopsia sistemática de 12 fragmentos for normal. Os achados da RNM da próstata são classificados utilizando um escore denominado PIRADS, com notas de 1 a 5, conforme:

PIRADS 1 e 2 – baixa suspeição para câncer de próstata

PIRADS 3 – achados indeterminados

PIRADS 4 – alta suspeita para câncer de próstata

PIRADS 5 – muito alta suspeita

A ultrassonografia na maioria das vezes não permite identificar as áreas de suspeição identificadas pela RNM. O passo seguinte do desenvolvimento tecnológico foi trazer os achados da RNM para sessão de biopsia, objetivando melhorar a acurácia diagnostica. Quando se utiliza esses achados para direcionar a obtenção de amostras da próstata, chamamos essa biópsia de “biópsia guiada”. Existem basicamente três formas de se realizar a biopsia guiada: cognitiva, “in-bore”, e a fusão de imagens. Na biopsia cognitiva o médico que realiza o exame, conhecendo os achados da ressonância, faz uma estimativa mental, comparando as imagens do ultrassom e da ressonância e baseado na anatomia do paciente, de onde aquela anormalidade da RNM corresponderia na imagem do Ultrassom, obtendo amostras dessa região. A biopsia “in-Bore” é realizada com o paciente dentro da máquina de RNM, não sendo empregada de rotina na prática clínica na maior parte do mundo.

A biopsia oferecida pelo Dr Alexander Dias é a Biopsia guiada por fusão de imagens. Nessa modalidade um programa de computador específico faz grande parte do trabalho. O software permite a fusão precisa das imagens do ultrassom e da RNM, permitindo com clareza identificação da região de anormalidade. O examinador então obtém amostras daquela região específica, com acompanhamento contínuo da região alvo. Além dessas amostras guiadas, amostras de outras regiões da próstata são obtidas, aumentando a acurácia.

 

Paciente com área de 11 mm classificada como PIRADS 5 a RNM da próstata.

Biopsia guiada por fusão de imagens identificou um câncer de próstata agressivo na região de anormalidade

Esse é o padrão-ouro atual para o diagnóstico do Câncer de próstata, biopsia guiada e sistemática da próstata combinadas na mesma sessão.

Link:

www.urotarget.com.br